O governador Confúcio Moura (PMDB) espera que o hospital de campanha que pediu para ser montado em Porto Velho funcione por cinco meses. Na semana passada, Confúcio decretou "estado de perigo iminente e de calamidade pública no setor hospitalar" do Estado, com a superlotação do principal hospital da região.

 

Uma comissão interministerial (com representantes da Defesa, Saúde e Integração Nacional) visitou na quarta-feira 12 a cidade para analisar os problemas do setor e decidir se o hospital será instalado.

 

A expectativa é que, com o hospital de campanha, todos os pacientes da Capital do Estado sejam acomodados em leitos, disse o governador. Doentes estão dormindo em colchonetes no chão e em cadeiras nos corredores do pronto-socorro João Paulo II, em Porto Velho.

 

O hospital tem 147 leitos, mas o número de pacientes internados chega a 320. Pelo menos 230 pessoas aguardam por uma cirurgia ortopédica – algumas em casa, outras no próprio pronto-socorro.

 

O governador disse que a precariedade no serviço de atendimento médico não ocorre apenas no pronto-socorro, mas também em hospitais do interior. Ele convocou uma reunião com os prefeitos para discutir a situação.