O governo federal negou o pedido do governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), para a instalação de um hospital de campanha na capital do Estado, Porto Velho.
No último dia 4, Confúcio decretou "estado de perigo iminente e de calamidade pública no setor hospitalar".
Ele também pediu a instalação do hospital e o envio de militares para prestarem atendimento aos pacientes da capital.
Na semana passada, uma comissão interministerial com representantes da Defesa, Saúde e Integração Nacional foi até Porto Velho para analisar a situação do atendimento médico.
Após a viagem, o governo federal decidiu não montar o hospital, mas oferecer uma assessoria técnica a Rondônia.
A partir de hoje, técnicos do Ministério da Saúde estarão no Estado para iniciar esse trabalho.
O Hospital e Pronto Socorro João Paulo II (HPSJPII), em Porto Velho, é o hospital com problemas mais graves. Recebe pacientes de Rondônia, do sul do Amazonas e do interior da Bolívia, mas não tem estrutura para atendê-los.
Com 147 leitos, abriga 320 internados, segundo o diretor-geral da unidade, Sérgio Mello. Os pacientes dormem em colchonetes no chão e em cadeiras nos corredores. Dos nove centros cirúrgicos, apenas quatro estão em funcionamento. Há uma fila de mais de 300 pessoas esperadno por cirurgias ortopédicas e traumatológicas.
O secretário de Saúde de Rondônia, Alexandre Muller, disse que ainda não foi comunicado oficialmente da decisão. "Mas, se for oficializado, receberemos a informação com tristeza. O hospital de apoio seria ideal para retirarmos doentes do chão", afirmou.