O FOLHA DO SUL ON LINE conversou nesta terça-feira, 10, com a autônoma Jucinéia Santana, que vive um verdadeiro drama em Vilhena. Grávida de 8 meses aos 36 anos, ela precisa ser transferida com urgência para um hospital equipado com UTI preparada para operar a filha que espera e que tem um problema no coração.
Quando estava com 7 meses de gravidez, conta Jucinéia, o exames de pré-natal, realizados em Vilhena, indicaram o problema cardíaco do feto. Ela foi encaminhada para Porto Velho, por uma assistente social do Hospital Regional, com a promessa de que seria atendida prioritariamente no Hospital de Base.
Após a viagem de 700 quilômetros (de ônibus, porque não havia ambulância disponível para levá-la), a gestante passou o dia inteiro esperando atendimento, até ser informada de que o aparelho que faria o ecocardiograma fetal estava quebrado.
A vilhenense, que não tem nenhum parente em Porto Velho, pagou R$ 400 numa clínica particular, pegou o laudo apontado o problema da filha e retornou a Vilhena.
Aqui, a angústia continua, pois mesmo procurando os órgãos ligados à saúde municipal, a futura mamãe ainda não conseguiu ser encaminhada. As dores aumentam e o drama também: ela precisa passar pela cesariana numa unidade que possa operar a criança logo após o nascimento.
O prazo dado a Ju, como a gestante é conhecida, acaba hoje e ela espera, ansiosa, que nada dê errado. O FOLHA DO SUL ON LINE se coloca à disposição da Semusa ou de qualquer órgão subordinado a ela que deseje se manifestar sobre o caso.