Não adiantaram os apelos das autoridades de saúde. Na manhã desta quinta-feira, 12, os postos de atendimento da rede municipal amanheceram lotados de pessoas em busca da vacina contra o vírus H1N1. Apesar das explicações dos técnicos do Setor de Epidemiologia, que descartam a possibilidade de um surto da doença, o pânico se espalhou e tem provocado enormes filas nas unidades básicas.
O FOLHA DO SUL ON LINE conversou com o coordenador de imunizações da prefeitura, Adão Gonçalves da Silva, que foi taxativo: ao meio-dia de hoje não haverá mais vacinas, pois cada postinho recebeu as últimas 300 doses que restavam do lote enviado à cidade pelo Ministério da Saúde.
Segundo o coordenador, apenas pessoas do chamado “grupo prioritário” serão vacinadas. Deste contingente fazem parte gestantes, crianças menores de 5 anos, idosos e portadores de doenças crônicas. Quando acabarem as últimas doses, os interessados precisarão comprar o produto, pois só haverá imunização em massa caso haja uma epidemia na cidade. Apenas uma farmácia em Vilhena (a Drogamed) tinha, até ontem, a vacina contra o H1N1 para vender.
O desespero da população é tão grande que muitos dos que buscam atendimento nos postos de saúde já chegam aos locais usando máscara. Há casos em que as filas são tão extensas que a polícia está tentando organizar e orientar o público. Apesar do tumulto, não há registro de ocorrências de violência.