Pistoleiros foram transferidos da cidade e continuam presos em Porto Velho

O atentado a bala, contra um homem de 41 anos, na cidade de Nova Odessa, no interior de São Paulo, esta semana, pode ter relação com um outro crime que chocou o Cone Sul no ano passado: o assassinato do cigano Luciano Ribeiro Dantas, metralhado quando fazia compras num supermercado em Cerejeiras. Imagens das câmeras de monitoramento do estabelecimento mostraram o momento do crime, que teria sido encomendado por um grupo rival. Entenda aqui.

Na última terça-feira, 02, o também cigano Marciel Gama Queiroz foi alvejado a tiros, quando parou sua caminhonete numa lan house para que o casal de 20 anos que o acompanhava (o rapaz é seu irmão) pagasse alguns boletos através da internet. Morador de Piracicaba (SP), a vítima foi atingida no peito, na cabeça e na boca pelos tiros.

Ainda no hospital de Nova Odessa, onde estava internado, Marciel recebeu voz de prisão por um assassinato cometido no Tocantins, Estado que também foi palco da guerra cigana. O baleado é parente do homem morto em Cerejeiras, mas as duas famílias (Dantas e Gama), apesar dos laços sanguíneos, vivem matando uns aos outros.

PISTILOLEIROS
O FOLHA DO SUL ON LINE obteve a informações de que os três pistoleiros que executaram o cigano a tiros em Cerejeiras foram transferidos e continuam presos em Porto Velho. O grupo de ciganos do qual Luciano fazia parte também deixou a cidade após o crime.

GUERRA SEM FIM
Embora sem querer confirmar a relação entre os dois episódios, um experiente policial envolvido no caso acredita que a tentativa de homicídio em São Paulo é só mais um capítulo da macabra novela cigana, cujo enredo é marcado por violência e sangue. “Não vai parar aí, essa guerra não tem fim”.