Clientes impediram que dono de bar fosse enforcado com pé de cabra
 

Após se envolver em uma briga de bar na área rural de Vilhena, um homem de 34 anos foi preso pela Polícia Militar e deve responder por lesão corporal, ameaça, porte ilegal de arma, dano material, depredação, posse de entorpecentes, embriaguez na direção e vias de fato. O caso aconteceu na noite da terça-feira, 08, na estrada 145.
 
A confusão começou quando o suspeito, conhecido como “Clebinho”, de 39 anos, chegou ao estabelecimento embriagado e passou a discutir com clientes. Mesmo ao ser pedido que ele parasse, ele danificou uma máquina Jukebox, e prosseguiu com as ofensas que direcionava aos que estavam no local.
 
Diante da situação, o dono do bar interferiu e tentou falar com Clebinho, porém, alterado, o agente disse que quebraria tudo que estava ali e, ao ser pedido que ele fosse embora, pulou para o lado de dentro do balcão e passou a agredir o proprietário do comércio com socos e chutes. Ele ainda tentou golpear e enforcar a vítima com um pé de cabra, mas, foi impedido pelos que estavam no local.
 
A esposa da vítima foi atingida por um soco no rosto, dado por Clebinho, ao tentar socorrer o marido. Quando os clientes separaram a briga, o suspeito correu para seu carro, como se fosse buscar algo. Como ele conhecido por andar armado, o dono do bar pegou um facão e atingiu o suspeito quando ele se aproximou.
 
Ferido, Clebinho retornou ao carro e começou a desenrolar uma camisa, onde estava a espingarda que usa. Ao ver a arma, o proprietário do estabelecimento onde a confusão acontecia fugiu para uma mata, com o objetivo de se proteger. Com o comércio vazio, Clebinho foi para a casa do pequeno comerciante, quebrou alguns objetos, e depois fugiu em um carro.
 
Com as informações, a Polícia Militar passou a fazer patrulhamento e encontraram o suspeito, que voltava ao bar. Ele foi abordado e confessou que retornava para matar seu desafeto. No veículo, além de uma espingarda, a polícia encontrou também maconha e munições.
 
O suspeito recebeu voz de prisão e foi levado para a Unisp (Unidade Integrada de Segurança Pública), junto com a arma e as munições, onde passou a bater nas grades da cela e gritar. Seu carro foi apreendido e levado para Ciretran.