Ontem, a Polícia Militar registrou uma ocorrência curiosa, após uma guarnição ser acionada por um morador, para lidar com uma denúncia de perturbação de sossego no bairro Jardim América, em Vilhena.


Ao chegar ao local indicado, os militares encontraram com um aparelho de som ligado em volume alto, vindo de um apartamento. O barulho era tamanho que foi preciso bater na porta várias vezes para que o acusado, um homem de 41 anos, escutasse e abrisse a porta.


Ao ser questionado sobre a acusação, o denunciado apresentou um argumento bizarro: admitiu que, durante a noite, ligava o som com barulho alto de gatos brigando, e acrescentou que fazia isso como forma de vingança a seu vizinho que tem uma criança que às vezes chorava.


Os policiais ainda tentaram explicar que uma criança usa o choro como forma de tentar se expressar quando sente alguma dor. Mesmo assim, o homem não se sensibilizou com a situação.


Foi oferecido ao morador um Termo Circunstanciado de Ocorrência, que ele a princípio aceitou, mas quando a guarnição estava redigindo o documento, o homem se recusou a fornecer o número de telefone -depois, acabou fornecendo.


Após a equipe fazer o registro do TCO no local do fato, o acusado voltou a dizer que não ia mais assinar o documento. Foi dada voz de prisão a ele, antes de sua condução até a UNISP sem o uso de algemas.


Na Polícia Civil, o mesmo suspeito disse que aceitava o termo, mas após ser feita a impressão do material, ele novamente falou que não ia assinar, acrescentando que não se importava de ficar preso. Diante do exposto, e da recusa ao TCO, o acusado foi apresentado sem lesões ao agente de plantão da UNISP, onde a ocorrência foi registrada.