Vizinhos de um homem de 58 anos, morador do bairro São José, estão pedindo ajuda das autoridades para tentar resolver um problema criado por ele, que tem o hábito de juntar lixo e amontoar na porta de sua casa. O personagem, que aparentemente tem problemas mentais, cata sucatas e diversos tipos de materiais que acabam atraindo insetos e ratos.
Por causa da montanha de lixo que a cada dia aumenta na residência, vizinhos pensam em se mudar, pois o problema é antigo e já foi denunciado outras vezes. O acusado chegou a ter sua casa limpa por máquinas da Semosp e teria, segundo vizinhos, recebido a visita de assistentes sociais da prefeitura.
Mas, mesmo com o acompanhamento, que durou pouco tempo, a compulsão por armazenar os objetos descartáveis continua e há, segundo moradores do São José, relatos de que o homem, que vive num barraco precário, estaria se alimentando das sobras que recolhe pelas ruas.
O estranho, segundo disse ao FOLHA DO SUL ON LINE um vizinho, é que o suposto deficiente não vende nada do que cata. “Ele vai juntando tudo e vira isso aí que você tá vendo. Todo mundo fica com a saúde em risco por causa dele”.
Ao que tudo indica, o homem sofre de um transtorno conhecido como Síndrome de Miséria Senil ou Síndrome de Diógenes, devido ao filósofo grego, Diógenes de Sinope — que vivia como um mendigo, dormia num barril e recolhia da rua inúmeros objetos sem valor.
As fotos que ilustram esta reportagem foram produzidas pelo FOLHA DO SUL ON LINE num momento em que o dono da residência havia saído para juntar mais lixo.