Despedindo-se da função, Coronel Rildo destacou “polícia cidadã”

Na noite de ontem (terça-feira, 21) durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Vilhena, os vereadores entregaram a “Moção de Aplauso” proposta pelo vereador Carlos Suchi (PMN) e aprovado por unanimidade, à Polícia Militar em Vilhena, representada na solenidade pelo Coronel Rildo José Flores, que passou o comando do 3º BPM na segunda-feira, 19, Tenente-Coronel Paulo André Santos de Souza.

O propositor da homenagem falou sobre da relevância da Polícia Militar,  que atua em diversas frentes desde o policiamento repressivo e ostensivo, ao policiamento de trânsito e patrulha escolar, além do Grupo de Operações Especiais que age em situações mais complexas. 

Antes de receber o prêmio das mãos do vereador Suchi como representante do 3º BPM, o Coronel Rildo recebeu uma homenagem da corporação que comandou até segunda-feira, 19. Um vídeo foi apresentado falando sobre o 3º BPM, desde a sua origem até os dias atuais, e na sequência, também em vídeo, foi apresentado um apanhado da carreira do Coronel Rildo, emocionando o homenageado. 

Em sua fala, o Coronel disse que a Polícia Militar passa por novos tempos desde a Constituição de 1988, que trouxe algumas inovações, direitos e garantias ao cidadão em seu Artigo 5º. “Passamos como policial militar e como instituição, momentos difíceis após a promulgação da Constituição de 1988, trazendo direitos e garantias fundamentais para o início, dando destaque merecido; tivemos Candelária, tivemos Carandiru, e infelizmente tivemos Corumbiara, Eldorado dos Carajás, e tudo isso fazia com que as pessoas perguntassem: essa é a Polícia Militar que nós queremos para defender a sociedade?”, analisou o Coronel. 

Ainda em sua análise, Coronel Rildo disse que nos idos de 1998 chegou-se a cogitar a retirada da Polícia Militar da Constituição, ou seja, extinguir a corporação. “E nós tivemos que aprender a fazer a coisa certa. Depois de 1998 começaram os cursos de direitos humanos e Polícia Comunitária, até que em 2001 o Governo Federal criou a Secretaria Nacional de Segurança Pública, com a União passando também a colaborar com os Estados para dar uma nova roupagem à polícia; e de 2002 a 2009, nós formamos no Estado por ano em torno de 500 policiais militares na área de policiamento comunitário”, revelou. 

A mudança, segundo o Coronel, foi feito com o propósito de ter policiais para atender a sociedade de forma mais eficiente e humana. “E nós, embora tenhamos sido forjados nos porões da ditadura, porque eu fui formado no Núcleo de Preparação de Oficiais do Exército em 1987, passamos por tudo isso”, disse e continuou: “E esta situação de polícia cidadã, polícia comunitária com foco para os direitos humanos, isso é uma torre internacional; não é um dever nosso, é uma obrigação nossa, de tratar o cidadão de forma diferente. E quando policiais com quem tive o prazer de trabalhar dizem que eu trabalho de forma humana é porque  sempre disse a eles: procure tratar as pessoas hoje, como vocês gostariam de ser tratados no dia de amanhã, isso é o que vai fazer a diferença”, finalizou.