Na manhã desta quarta-feira, 30, uma guarnição da Polícia Militar foi acionada e compareceu em um bordel no bairro Jardim América, em Vilhena, onde estava acontecendo um “desentendimento comercial” envolvendo três clientes do estabelecimento,
Ao chegarem à casa, os policiais encontraram o portão fechado. Após alguns minutos, o acesso foi liberado e a gerente do comércio explicou que, após consumirem bebidas e usufruírem dos serviços prestados pelas profissionais do prostíbulo, os frequentadores acumularam mais de R$ 4 mil em despesas.
Já de madrugada, quando foram informados sobre o montante consumido durante a “noitada”, dois dos acusados reagiram: “Por acaso eu pedi a conta? Tá achando que eu não tenho dinheiro? Eu tenho dinheiro para gastar aqui, 10, 20 e até 30 mil reais".
Uma hora mais tarde, com o atendimento já encerrado e a conta chegando a quase R$ 5 mil, dois dos devedores pagaram suas respectivas partes: um quitou R$ 1.623,00 o outro desembolsou R$ 1.624,00. Já o terceiro entregou apenas R$ 300,00, alegando não ter os 1.323,00 restantes.
Diante da ameaça de calote, a gerente mandou trancar o portão, que só seria aberto após a pendência ser solucionada. Um dos que já haviam quitado sua parte disparou para a gerente e duas atendentes: “eu vou lhe quebrar todinha”.
Assustadas, as garotas se trancaram em um dos quartos do “estabelecimento para adultos”, de onde ligaram para a Polícia Militar denunciando a situação. Quando a guarnição chegou, dois dos denunciados continuavam exaltados.
O que havia aplicado o calote alegando “estar liso”, chegou a argumentar que “as funcionárias deveriam aguardar até que ele recebesse determinado pagamento para posteriormente quitar o saldo restante”.
Diante da possibilidade de a discussão evoluir para agressões físicas, dois dos clientes foram apresentados na Unisp, onde assinaram um de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), no qual se comprometeram em comparecer a uma audiência judicial para resolver a pendência.