Nesta semana, uma guarnição da Polícia Militar foi até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Vilhena, onde uma garotinha de apenas 5 anos havia dado entrada com sinais de que tinha sido vítima de violência sexual.
A corporação foi acionada pela assistente social da unidade de saúde, diante da suspeita de que a criança, que chegou acompanhada da mãe, tivesse sido abusada sexualmente, já que teria apresentado sangramento na região íntima.
A mãe da menina contou aos policiais que ela havia passado o final de semana com o pai, do qual está separada. Segundo a mãe, durante o período em que a filha esteve sob os cuidados paternos, não percebeu sinais aparentes de dor ou outras manifestações que lhe chamassem a atenção.
Ao conversar com a garotinha, a denunciante disse ter ouvido a versão dela, de que a irmã mais velha, de 11 anos, tinha “mexido” em suas partes íntimas. A própria mãe admitiu que, algum tempo atrás, precisou repreender a outra filha, após flagrá-la acariciando a região genital da irmã.
Durante o atendimento da ocorrência, compareceu na UPA uma representante do Conselho Tutelar, que tomou conhecimento dos fatos e adotou as providências cabíveis no âmbito de suas atribuições, incluindo a medida de acolhimento institucional da criança acusada.
Na sequência, a mesma conselheira tutelar conduziu a criança aparentemente violentada, juntamente com a sua mãe, à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP), para a adoção das providências legais pertinentes e o encaminhamento da ocorrência à autoridade policial, a fim de possibilitar a apuração dos fatos, a proteção das menores envolvidas e a realização dos procedimentos investigativos necessários.