Prefeita aparecerá na urna, mas votos ficarão “congelados”, decisão do TSE decidirá se eles serão validados

Mal foi anunciado o resultado da votação no TRE de Rondônia, que manteve o indeferimento da ex-prefeita Rosani Donadon (MDB), começaram a surgir dúvidas nas redes sociais quanto ao pleito suplementar, marcado para o próximo domingo, 03 de junho, em Vilhena. Ela teve negado, por 6 votos a 1, o recurso, no qual pedia a revisão da sentença de primeira instância que havia barrado sua candidatura.

Um internauta chegou a questionar se a votação seria mantida. Outros perguntavam se Rosani apareceria na urna eletrônica. E muitos tentavam obter informações sobre o desfecho da polêmica, após os resultados das urnas serem divulgados.

O FOLHA DO SUL ON LINE foi atrás de respostas para as principais dúvidas dos leitores.

A votação vai acontecer, Rosani terá sua fotografia mantida na urna eletrônica e poderá receber votos. Os sufrágios dados a ela, no entanto, enquanto o indeferimento não for revertido, não serão contabilizados. Após a votação, o nome dela aparecerá no sistema eletrônico do TSE com zero voto. Mas seus números estarão apenas “congelados” e, se ela obtiver decisão favorável na Justiça Eleitoral, eles passam a ser contabilizados.

Rosani pode assumir? Depende: se vencer, ela precisará de uma decisão do TSE. Se a Corte negar a autorização, ainda que seja uma medida liminar (provisória), o presidente da Câmara, Adilson de Oliveira (PSDB), continua comandando a prefeitura até o desfecho do caso.

Japonês assume? Se vencer nas urnas, assume, embora também possa ter sua vitória contestada por Rosani no TSE. Para ganhar, ele precisa fazer um voto a mais que a adversária.

E se Rosani vencer nas urnas e perder novamente no TSE? Neste caso, a Justiça determina que os vilhenenses pela terceira vez às urnas para escolher um novo prefeito. Neste caso, Rosani fica fora. Japonês poderia concorrer no novo pleito suplementar.