Cerca de 70 índios de 17 aldeias atendidos pela Casa do Índio (Casai) de Vilhena ocupam desde ontem (quarta-feira, 28) a sede local da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Usando pinturas de guerra, eles protestam contra o atendimento à saúde indígena. No local, não há médico, enfermeiro, medicamentos e camas hospitalares.

Os manifestantes dançaram vestidos como “guerreiros” e concederem entrevistas aos órgãos de imprensa relatando suas dificuldades.  Alguns reclamaram de fome e um repórter, solidário, levou pães e refrigerantes para eles. “Ficamos mais de um dia sem comer”, reclamou Luciana Maimandê.

Os manifestantes aguardavam o diretor regional da Funasa, que viria de Cacoal, para exporem a situação. Eles redigiram a “Carta de Reivindicação do Movimento Indígena em Vilhena” (veja foto).

 “A Casai está sem médico, faz pelo menos uns seis anos que a gente não é respeitado sobre saúde e só neste ano de 2010 morreram nove índios praticamente à míngua”, afirmou o cacique Manoel Maimandê, da tribo Capitão Pedro, de Comodoro (MT).

Além de falta de médico, a Casai não dispõe de colchões e alguns índios doentes estão dormindo no chão. Os índios pedem, ainda, a construção de muro em torno da casa para que fiquem protegidos enquanto aguardam tratamento médico em Vilhena.