Atual responsável pela assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Assistência Social de Vilhena, o jornalista Ribamar Araújo fez uma denúncia que pode tirar o ex-prefeito Melki Donadon (PTB) da disputa deste ano. O comunicador apresentou comprovantes de diárias e revelou ter utilizado um veículo oficial do município na distribuição de um jornal supostamente confeccionado a pedido de Melki e distribuído entre os anos de 2002 e 2005.
Ribamar diz ter visitado várias cidades do Estado entregando o jornal, que exaltava as obras e serviços executados pela administração de Melki. As despesas das viagens teriam sido custeadas com recursos municipais. O próprio jornalista denunciou o caso alegando que estava sendo “usado em pretensões políticas” no governo de Donadon, que administrou a cidade, pela segunda vez consecutiva, entre 2001 e 2004. Antes, ele já havia deixado o mandato pela metade: eleito em 1996, renunciou no ano seguinte para disputar o Governo do Estado. Em 2004, sem poder concorrer a um terceiro mandato, emplacou o primo, Marlon Donadon, como seu sucessor.
Melki propôs em juízo devolver aos cofres públicos o que havia sido gasto com a distribuição do jornal. O Ministério Público aceitou a transação apenas em relação aos valores, mas manteve a denúncia quanto à improbidade administrativa praticada em benefício do ex-prefeito. O Tribunal manteve a condenação por improbidade administrativa, mas Melki apresentou embargos, que ainda serão analisados pelos desembargadores, antes de a ação seguir para o STJ.
O FOLHA DO SUL ON LINE ligou para o advogado Jeverson Costa, que defende o ex-prefeito. Ele disse que Donadon pretende apresentar uma ação cautelar no STJ, onde o processo será julgado, após o TJ de Rondônia decidir sobre alguns recursos apresentados. Caso a Corte estadual mantenha a condenação, Jeverson acredita que a terceira instância poderá conceder efeito suspensivo a Melki. “Neste caso, ele estaria apto a disputar as eleições deste ano”, garante o profissional.