Mario Quevedo diz ter sido difamado por declarações de Suchi
Na semana passada, o veterano repórter vilhenense Mario Quevedo foi interpelado pelo vereador Carlos Suchi (foto), no saguão da Câmara local. O parlamentar teria afirmado que o comunicador tinha recebido dinheiro de “alguém” a fim de escrever uma matéria para criticá-lo. A pauta da reportagem em questão dizia respeito ao apoio de políticos locais a candidatos de fora do Cone Sul, e em determinado momento da discussão, Suchi chegou a afirmar, segundo Quevedo, que ele não tinha condições de pensar algo deste gênero por conta própria. Mario, que historicamente defende o voto “bairrista” há vários anos, refletiu sobre o acontecido durante alguns dias e, neste início de semana, resolveu levar a situação às autoridades policiais. O denunciante diz que toda a cena ocorrida na ocasião foi testemunhada por várias pessoas, entre elas os vereadores Israel Zigue (PTB) e Rafael Maziero (PSDB).
A decisão de dar publicidade ao ocorrido e tomar providências legais contra Carlos Suchi foi explicada pelo jornalista à reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE com exclusividade. “Primeiro, quero deixar claro que respeito o Suchi como cidadão e pessoa, admiro sua trajetória como policial militar, porém, o considero uma nulidade política, coisa que lamento e que me decepciona. No dia seguinte ao que ele foi eleito, postei numa rede social uma avaliação dos futuros vereadores daquela ocasião, listando-o como uma ‘promessa’ positiva para a política local, e decorridos dois anos do mandato, ele ainda patina na condição de mera possibilidade e não avançou um milímetro”, iniciou Quevedo.
Prosseguindo, o jornalista relata ter uma carreira de 22 anos na imprensa local, durante a qual jamais foi obrigado a publicar um direito de resposta ou retratação, e nunca perdeu processos judiciais que foram instaurados contra ele. “Então, não posso permitir que uma trajetória consolidada seja colocada em xeque por uma nulidade política que até hoje não passa de simples possibilidade. Suchi terá que provar na Justiça que eu recebi de alguém para escrever contra ele, terá que dizer quem é esta pessoa e revelar o valor que ele diz ter sido pago”.
O outro motivo de levar a refrega adiante é a oportunidade de, mais uma vez, colocar a questão do voto e apoio de políticos alienígenas por parte dos eleitores locais. “Sempre combati tal prática, e caso o vereador se interesse em pesquisar sobre isto basta buscar a matéria anterior aquela em que o citei na qual tratei sobre o tema. Na edição de fevereiro deste ano da revista Imagem, a reportagem de capa se chamava ‘Ladeira Abaixo’, texto de minha autoria, no qual fiz um levantamento histórico sobre o assunto, apresentando dados e análise aprofundada sobre o tema. Ou seja, ao contrário do que o nobre vereador acredita, eu penso, sim, por conta própria e, diferente dele, tenho compromisso com Vilhena e com o Cone Sul, e não fico induzindo a nossa gente a dar apoio aos que não tem raízes nem compromisso algum com nossa região”, finalizou.
O OUTRO LADO
A Assessoria de Comunicação da Câmara comentou que o próprio jornalista teria admitido o recebimento de dinheiro para produzir o material contra o vereador. Também disse haver testemunhas dispostas a confirmar na polícia as declarações de Quevedo.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 25 de Setembro de 2018, às 10:39