Quevedo lembrou que prática era combatida na gestão de Rosani

Afastado da imprensa e dedicando-se ao comércio de alimentos, o jornalista Mario Quevedo procurou o Ministério Público na manhã desta segunda-feira, 07, para pedir que o órgão abra investigação contra o atual prefeito interino de Vilhena, Adilson de Oliveira.

Quevedo lembrou que, na gestão da então prefeita Rosani Donadon (MDB), a Câmara presidida pelo tucano aprovou um projeto proibindo que prefeitos contratassem parentes para sua gestão no município.

Ao anunciar seu secretariado, Adilson confirmou a nomeação de quatro familiares sua administração: o irmão, professor Délcio de Oliveira, assumirá a Secretaria Municipal de Esportes; o primo, Claudino Peretto Júnior, será secretário de Integração Governamental; a prima, Indiar Nicolodi (irmã de Peretto), foi nomeada adjunta da Secretaria Municipal de Administração.

Logo em seguida, Adilson nomeou a própria esposa, Marinês de Oliveira, para comandar a Secretaria Municipal de Assistência Social, Pasta responsável por programas sociais, e que estava paralisada pela falta de um titular.

A quantidade de familiares em sua administração é bem menor que a de Rosani Donadon (MDB), mas já começou a render críticas ao atual prefeito. Rosani, que nomeou irmãos, cunhados e sobrinhos, entre outros parentes, está respondendo na justiça por prática de nepotismo. O tucano poderá enfrentar o mesmo destino, apesar da quantidade menor de parentes comissionados.

Ao justificar as nomeações familiares, o tucano disse, através de sua assessoria, que os dois primos nomeados não configuram nepotismo, uma vez que são parentes de quarto grau. Já quanto ao irmão, Adilson lembrou que Délcio é professor de educação física, e qualificado para a função.Também argumentou que a quantidade de familiares chamados para ajudá-lo na gestão é mínima e menor que qualquer outra, em comparação com praticamente todos os prefeitos que já governaram a cidade. 

Quanto à esposa, a assessoria do mandatário explicou que a nomeação dela se deu em caráter de urgência. “Não poderíamos ficar esperando aparecer um nome. O prefeito nomeou uma pessoa de sua confiança, que vai ajudar muito neste momento difícil”.