“Estamos apenas começando”, disse Júlio Olivar após a campanha

O jornalista vilhenense Júlio Olivar foi candidato a deputado estadual neste ano e, contrariando alguns prognósticos, obteve uma votação abaixo do esperado: 1478 votos. 

Por ter sido secretário de Estado da educação e do turismo, Olivar é reconhecido em diversas cidades e muitos imaginaram que isso poderia traduzir em sufrágios. 

O ex-candidato pondera, porém, que não ficou insatisfeito com o resultado. “Foram votos orgânicos, e consideremos que a campanha neste ano teve o tempo encurtado para 45 dias, favorecendo apenas quem tem mandado e por isso é mais conhecido na política”, afirma Olivar. O partido em que está filiado, o Podemos, não dispôs de nenhum segundo de TV e rádio e também não houve recursos do fundo partidário para a campanha do jornalista. Outro fator que prejudicou foi o “furacão Bolsonaro”. Quem esteve ligado ao presidenciável do PSL conseguiu resultados mais satisfatórios. 

“Foi uma disputa desproporcional, mas uma grande experiência para mim. Agradeço pelos votos obtidos em 39 cidades”, sublinha. Em Vilhena, foram 559 votos em Júlio Olivar —14ª posição na cidade entre mais de 400 candidatos nestas eleições. “Fui bem votado em Vilhena considerando todas as particularidades mencionadas e, ainda: só fiz campanha durante quatro dias na cidade. Não consegui fazer sequer uma reunião exclusiva para minha candidatura. Apenas voluntários estiveram conosco, sem compras de votos, tráfico de influência ou promessas de empregos. Quem votou me conhece e aprovou nossas propostas”. 

Sobre seu futuro, Olivar garante que não se desvinculará de Vilhena e nem de Porto Velho. “Tenho residência nas duas localidades e continuarei na política, já objetivando outras postulações futuras com mais estratégia e conhecimento. Estamos apenas começando”.