A juíza eleitoral de Vilhena, Sandra Beatriz Merenda (FOTO), indeferiu três candidaturas de pessoas que já exerceram mandatos na Câmara de Vilhena. Dois dos impugnados disputariam a eleição na coligação do prefeito Zé Rover (PP) e um estava coligado ao advogado César Stefanes, indicado pelo ex-prefeito Melki Donadon.
O petista Mauro Bil, que exerceu mandato no Parlamento local entre 2005 e 2008, chegou a disputar a Prefeitura, quatro anos atrás. Seu indeferimento está ligado a um processo que lhe foi Ministério Público no início dos anos 90. Em companhia de colegas auditores fiscais, Bil foi acusado, naquela época, de crimes contra o tesouro estadual. Acabou absolvido e retornou à Sefin, embora tenha ficado alguns meses preso. Bil pode recorrer da decisão.
Já enfermeira Elza da Saúde (PSD) foi barrada por causa de um episódio registrado em 2008, quando ela concorria a vereadora e um familiar seu foi preso sob acusação de tentar comprar votos. A candidata teria perdido o prazo para recorrer da decisão que suspendeu seus direitos políticos. O advogado Carlos Pietrobon, ligado ao prefeito Zé Rover, levou-a do PTB para o PSD prometendo resolver a pendência na Justiça Eleitoral. Ela, que como suplente chegou a exercer mandato por alguns meses na Câmara, também pode recorrer da sentença de primeira instância.
Já Doralice Mendes da Rocha, a “Tia Dora”, militante histórica do PMDB na cidade, onde exerceu mandato entre 1993 e 1996, teve o registro de candidatura negado por não apresentar, no prazo de 72 horas, comprovação de que se desincompatibilizou do cargo que ocupava. Dora dirige uma creche infantil que leva seu nome e recebe recursos do município. Seu indeferimento também pode ser contestado junto ao TRE.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 20 de Julho de 2012, às 16:34