O vereador Junior Donadon (PMDB) contestou há instantes matéria veiculada pelo FOLHA DO SUL ON LINE acerca de suposto recebimento indevido de verbas através de diárias da Câmara. Segundo ele, trata-se de mais uma denúncia infundada de adversários políticos que tentam abalar sua credibilidade. O parlamentar também explicou o motivo de não ter participado de alguns eventos no segundo turno da campanha eleitoral em apoio ao governador reeleito Confúcio Moura (PMDB).
Junior confirma que fez as viagens a trabalho representando a Câmara Municipal em datas coincidentes ou próximas de eventos políticos promovidos pelo seu partido. “No entanto, jamais misturei as coisas, fiz a correta prestação de contas acerca dos deslocamentos, e em momento algum participei de atos partidários em horário compatível com o expediente das repartições públicas em que estive a serviço do município”, garante.
Ele também afirma que na viagem que coincidiu com a época da convenção partidária, as verbas de custeio liberadas pela Câmara referem-se até uma sexta-feira, enquanto a convenção aconteceu no dia seguinte. “Na ocasião eu não estava ‘de diária’, posto que seria até injustificável receber a verba em final de semana”.
Para o vereador, tudo não passa de tentativas para desacreditá-lo perante a população. “Isto aconteceu muito na época da campanha, e o Ministério Público aceitou minha defesa e arquivou todos os processos”, acrescenta. Em seguida, ele acrescentou que tudo não passa de tramas de adversários inconformados com sua ascensão na política vilhenense.
SEGUNDO TURNO – Sobre o certo distanciamento que manteve na segunda fase da campanha deste ano, Junior garante que manteve o apoio ao governador reeleito, “colocando inclusive minha estrutura a serviço do projeto dele”. No entanto, ele deixou claro que não concordou com algumas alianças formadas para o segundo turno em nível local.
Em sua análise é preciso haver coerência na política para não acabar perdendo a identidade. “Não citarei nomes, porém fui contrário a certas apoios que o nosso candidato aceitou, e por ter certeza de que não me sentiria confortável participando de atos políticos ao lado de certas pessoas, preferi certo distanciamento”, declarou. Ele argumenta que na vida “as condutas devem ser coerentes com o discurso, senão a coisa desanda”.
Concluindo, o vereador afirmou que por causa de coisas como unir no mesmo palanque adversários que tem posicionamento contrário com o grupo que está protagonizando uma eleição causa má-impressão ao eleitorado. “Por isso que muita gente está desanimada ou mesmo revoltada com a política brasileira, e o resultado é o absurdo percentual de eleitores que se abstiveram em participar das eleições deste ano”.
Embora o edil tenha evitado a menção a nomes, fica claro em seu desabafo que o incômodo que o levou a não participar do segundo turno era a presença do primo, Melki Donadon (PTB), no palanque de Confúcio. Os dois políticos que carregam sobrenome idêntico, não se entendem e ameaçam se enfrentar nas urnas em 2016.