Processo envolvendo candidatura tem mais de 3 mil páginas
Repousa sobre os ombros do jovem juiz eleitoral Andresson Cavalcante Fecury, 39 anos, responsável pelos pleitos municipais em Vilhena e Chupinguaia, uma decisão crucial para a primeira cidade. O magistrado, que também já atuou na comarca de Costa Marques, tem até o próximo dia 12 de setembro para deferir ou barrar a candidatura da ex primeira-dama Rosani Donadon (PMDB) a prefeita.
Rosani teve seu registro contestado tanto pelo promotor eleitoral Paulo Lermen quanto pela equipe jurídica de seu principal adversário, o empresário Eduardo Japonês. Ela é acusada de não reunir condições de elegibilidade em virtude de uma condenação. Seus advogados, no entanto, alegam que ela já cumpriu a pena imposta pela condenação.
A espera pelo julgamento da peemedebista provoca tensão nos meios políticos locais. Isso porque, caso seja liberada, Rosani “ganha um gás”, que se traduz em mais entusiasmo em sua campanha. Se for indeferida, o efeito é o contrário: desespero entre os aliados.
A data-limite estabelecida pela legislação para que o juiz se manifeste tem uma razão lógica: é também o dia 12 de setembro que encerra o prazo para eventual substituição de candidato imdeferido.
O FOLHA DO SUL ON LINE apurou que é gigantesco o trabalho no Fórum Eleitoral. O órgão tem julgar cerca de 200 processos de candidatos de Vilhena e Chupinguaia em menos de um mês. E existem casos em que é preciso conceder prazo para apresentação de documentos e direito de defesa, o que atrasa ainda mais as sentenças.
No caso da ex primeira-dama, seu processo reúne mais de 3 mil páginas, cuja leitura pelo magistrado que analisa a papelada é obrigatória. Um candidato que não enfrenta contestações pede seu registro em cerca de 40 páginas.