“Não tem corrupção, é o que o juiz disse nessa decisão aí”, comentou Delegado Flori
 
O FOLHA DO SUL ON LINE acaba de ter acesso a uma decisão do juiz federal Rafael Ângelo Slomp (datada da última terça-feira, 17), que julgou uma denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal contra a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes, instituição que venceu a disputa para fazer a gestão de três unidades de saúde em Vilhena: Hospital Regional, UPA e Instituto do Rim.
 
Ao apontar uma série de ilegalidades na atuação da Chavantes, o MPF pede que a entidade não faça mais contratos com algumas empresas e pessoas que seriam ligadas à cúpula da própria Santa Casa. Também há acusação, por parte do órgão federal, sobre a utilização de “laranjas” em um suposto esquema para beneficiar a direção da Chavantes e as pessoas ligadas a ela.
 
Mencionando os nomes das firmas e de todos os personagens envolvidos numa série de ilegalidades supostamente cometidas através de empresas que passaram a atuar em Vilhena após a Chavantes vencer a disputa para comandar as unidades de saúde, o MPF pede o bloqueio de mais de R$ 33 milhões para ressarcir eventuais danos causados aos cofres municipais.
 
O magistrado federal, no entanto, atendeu apenas à solicitação para que as empresas denunciadas deixem de fazer novos contratos com a Chavantes, mas avisou que novas ações podem ser apresentadas contra a entidade que alega “não ter fins lucrativos”.
 
O prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), que tem como carro-chefe de sua gestão justamente as ações desencadeadas na saúde através da Chavantes, comentou a situação: “Não tem corrupção, é o que o juiz disse nessa decisão aí. Parece que tem um errinho de vírgula lá no procedimento da Santa Casa, mas o juiz federal escreveu: ‘não houve qualquer demonstração real de prejuízo ao erário, desvio de verbas públicas ou mesmo recebimento de valores por serviços não prestados’. Isso que me importa, que não se roube e que o povo receba os serviços. E os serviços são ótimos, todo mundo vê.”
 
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