Aplicações na Bolsa de Valores pode estar por trás do assassinato; suspeito nega
 
Uma decisão da juíza Liliane Pegoraro Bilharva, titular da 1ª Vara Criminal de Vilhena, publicada esta semana, determina que Rafael Rosa Macedo seja levado a júri popular. Ele tem 33 anos (fará 34 no mês que vem), recebe auxílio-acidente e é apontado como o principal suspeito de ter matado a esposa a facada em outubro do ano passado. A vítima, Elisama da Silva Macedo, tinha 32 anos e foi encontrada morta na cama, com uma faca cravada na têmpora.
 
O crime ganhou proporções estaduais, dada a falta de motivação e também pela cena comovente registrada no local do fato: os dois filhos pequenos do casal foram encontrados na casa, ao lado do corpo ensanguentado da mulher assassinada. O suspeito número 1 sempre negou ter matado a companheira, alegando que o imóvel foi invadido por ladrões, que o sequestraram em seguida.
 
Mas a empregada da residência deu um depoimento emocionado em juízo, reforçando a desconfiança de que o marido foi mesmo o autor do homicídio brutal (LEMBRE AQUI).
 
A peça assinada pela magistrada vilhenense traz um detalhe que, em tese, pode ter causado um desequilíbrio emocional ao acusado, que o teria levado a cometer a selvageria aparentemente sem motivação: ele estaria recebendo dinheiro de investidores para aplicar na Bolsa de Valores, mas sem conseguir entregar os resultados prometidos.
 
A reportagem apurou que Rafael teria conseguido convencer várias pessoas sobre sua habilidade para gerar lucros, e amealhado cerca de R$ 2 milhões. Esses investidores já entraram com ações cíveis na justiça para reaver o dinheiro.
 
Sempre negando o crime, e mantendo silêncio sobre os supostos negócios mal sucedidos, o suspeito deverá ser julgado ainda neste semestre. Ele será representado pela Defensoria Pública no júri popular a ser marcado. Representando a família da vítima estará o advogado Jacier Dias.
 
A expectativa para o julgamento, é que o plenário do Fórum fique lotado, já que Elisama era membro da maior denominação evangélica de cidade, e muitos amigos dela já manifestaram o desejo de assistir o evento.
 
CLIQUE AQUI e leia na íntegra a sentença de pronúncia, da qual o acusado pode recorrer).