Vinícius Masutti alegou que era usuário e não iria distribuir entorpecentes
 
Numa sentença de 9 páginas, o juiz Adriano Lima Toldo, titular da 2ª Vara Criminal de Vilhena, condenou três dos quatro rapazes que, em 2017, foram presos pela Polícia Federal, acusados de distribuir drogas sintéticas na cidade.
 
Na época, o caso ganhou grande repercussão no Cone Sul, em virtude de os acusados pertencerem à elite social local. O FOLHA DO SUL ON LINE chegou a entrevistar, por telefone, o empresário Alexandre da Rosa, de Londrina (PR), apontado como o fornecedor das drogas (lembre aqui), que eram enviadas pelo Correio.
 
O FOLHA DO SUL ON LINE conversou com o advogado José Francisco Cândido, que atuou na defesa de um dos rapazes. Ele explicou que, embora a pena fixada para os três condenados tenha sido de 6 anos, a punição foi reduzida para dois. Tanto Alexandre, quanto Rodrigo Cabral Bellario, Ricardo Kayed Atalla Paraizo vão pagar o restante em dinheiro e a outra parte prestando serviços comunitários.
 
O único inocentado foi Vinicius Masutti, cuja família é pioneira em Vilhena. “O réu Vinícius, em juízo, afirmou ser usuário de ecstasy, admitindo que chegou a adquirir certa quantidade maior de droga, com o réu Rodrigo, situação esta que ensejou a sua prisão. Afirma que não ia distribuir parte da droga para ninguém, sendo apenas para seu uso. No dia da prisão, havia retornado de viagem e foi até a casa de Rodrigo para buscar a droga. Afirmou que vinha adquirindo drogas de Rodrigo há cerca de dois meses”, escreveu o magistrado, ao absolver o acusado.
 
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