Na noite desta terça-feira, 13, uma mulher de 30 anos enviou fotos do tratamento dispensado à filha adolescente dela, que deu entrada na UPA no sábado, 10, e foi transferida ontem para o Hospital Regional de Vilhena.
A mãe contou que a garota precisou receber atendimento médico no fim de semana, após tentar contra a própria vida. Enfrentando problemas psiquiátricos severos, ela também já tinha fugido da casa do pai e da madrasta, com os quais mora no bairro Bodanese.
Na época da fuga, a madrasta contou que ela tinha saído em companhia de um cachorro, sem celular, e vinha apresentando sinais de depressão. “Ela chegou a tomar alguns remédios por conta própria”, contou a dona de casa, ao falar da enteada.
Mesmo após ser localizada, a menor continuou enfrentando as crises e ameaçando a própria vida. Duas semanas atrás, ele começou a fazer tratamento psiquiátrico.
Por casa do quadro grave da adolescente de 14 anos, os médicos autorizaram que a mãe e a madrasta se revezem como acompanhantes durante a internação.
As condições, porém, não são adequadas, e uma servidora do hospital teria admitido que não há mais leitos para pacientes (e nem acomodações para acompanhantes) na unidade.
Por isso, após ficar algum tempo em uma cadeira no corredor, junto com a filha, a acompanhante improvisou uma cama em um banco na área externa, onde foi feita a foto que ilustra esta reportagem. Depois, a entrevistada acionou a polícia e um leito foi providenciado.
A VERSÃO DO HOSPITAL
De acordo com a Santa Casa de Chavantes, que administra o HRV, a paciente foi transferida da UPA para passar por uma avaliação. Por isso, foram disponibilizadas poltronas confortáveis enquanto ela aguardava o atendimento em uma sala.
A entidade confirmou que não apenas em Vilhena, mas em todo o Estado, os leitos clínicos estão lotados. Em Vilhena, também não há mais vagas na UTI devido á alta demanda.
Mas, mesmo com a superlotação, a Chavantes garante que tem feito tudo o que é possível para acolher quem busca atendimento.