Apesar da recomendação do Ministério da Saúde e de muitos médicos o indicarem como o mais saudável para a mãe o bebê, o parto normal ainda enfrenta resistências em Vilhena. A dor é o principal motivo para as mulheres escolherem a cesariana, que exige um tempo maior de recuperação da gestante, mas por causa da anestesia, evita o sofrimento que, em alguns casos, pode durar horas.

Dados obtidos com exclusividade pelo FOLHA DO SUL ON LINE revelam que, de outubro a dezembro do ano passado, exatos 450 bebês nasceram no Hospital Regional de Vilhena. Destes, 334 (mais de 74%) vieram à luz por cesariana, enquanto os outros 116 nasceram de parto normal.

O custo da cesariana também é mais elevado, pois além da equipe cirúrgica, inclui ainda vários materiais. Há situações, porém, em que ele é absolutamente indispensável. Nos casos de gestantes com pressão alta ou feto em posição inadequada, o procedimento cirúrgico é o mais seguro.