Outro grupo que se dedicava ao mesmo crime já havia sido preso

Mais uma quadrilha especializada no roubo de motos em Vilhena foi presa em uma ação conjunta do PATAMO (Patrulhamento Tático Móvel) e o Núcleo de Inteligência da Polícia Militar. As prisões foram feitas durante a noite de quinta-feira, 22, no bairro Embratel.

A polícia tinha a informação de que em uma casa no bairro, uma motocicleta roubada estava sendo escondida. Com isso, o NI passou a monitorar o local. E, na noite da quarta-feira, 21, uma movimentação atípica foi vista no imóvel, então foi feita a a6bordagem.

Dentro da residência, estavam Denilcio da Silva, de 39 anos, e sua esposa. Em revista, foi encontrada no banheiro uma motocicleta Biz; em consulta ao site do Detran, ficou constatado que se tratava de produto de roubo. O morador da casa confirmou o fato, e disse também que receberia R$ 400 de Moisés dos Santos de Lima para guardar a moto.

Para a polícia, ele disse que o veículo seria levado até Pimenteiras do Oeste, para um homem conhecido como “Lessinha”. A pessoa citada é Alécio Egner Filho, de 20 anos, que nas prisões que aconteceram na terça-feira, 21, também foi citado como quem recebe as motos na cidade ribeirinha e as troca por drogas na Bolívia. Lembre aqui.

Com a informação, a polícia foi até a casa do pai de Moisés, mas ao chegar ao local e dar a ordem para que a porta fosse aberta, a família negou,  dizendo que ele não estava em casa. Porém, o suspeito foi visto na janela. Diante disso, a polícia arrombou a porta da casa e entrou. Moisés, que tem 23 anos, foi encontrado dentro de uma cama box.

Diante da abordagem, ele confessou ter roubado a moto no dia 19 de agosto, e que inicialmente a havia guardado em uma casa abandonada, no mesmo bairro, mas pediu para Lucas Henrique Inácio Dias, de 21 anos, levá-la para a casa de Denilcio, pois no sábado, 24, seria levada para Pimenteiras do Oeste.

Já em busca na casa de Lucas, a chave da moto foi encontrada dentro do ralo do banheiro. Foi encontrada também uma porção de maconha. Questionado, Lucas revelou que receberia R$ 200 por retirar a moto de uma casa no bairro Embratel e tê-la levado até onde mora o primeiro abordado.

O celular de Moisés foi apreendido e, em análise das conversas do WhatsApp, todas as informações passadas pelos rapazes foram confirmadas.

Assim como nas prisões anteriores, foi constatado que casa do integrante do grupo tinha uma função definida: Moisés fazia os roubos e enviava as motocicletas para Pimenteiras do Oeste; Alécio as recebia na cidade ribeirinha e as enviava para a Bolívia, onde eram trocadas por pasta a base de cocaína; Denilcio tinha responsabilidade de guardar as motos roubadas, enquanto Lucas auxiliava nos roubos e na condução ao esconderijo.

Os três abordados em Vilhena foram levados para a Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp), e devem responder por roubo, receptação, organização criminosa e posse/porte/uso de entorpecentes.