Na manhã de hoje o FOLHA DO SUL ON LINE recebeu a notícia de que mais uma rondoniense havia morrido na Bolívia, após uma cirurgia estética. No inicio deste mês, Geysa Antero da Silva Parron, de 32 anos (Á ESQUERDA, DE ROUPA PRETA), que residia em São Francisco do Guaporé, foi para a cidade de Santa Cruz de La Sierra, no país vizinho, para realizar uma lipoaspiração.

A jovem, que havia se formado recentemente em pedagogia, teve seus sonhos interrompidos no dia 04 de novembro, quando o cirurgião que a atendia, deixou cair acidentalmente na corrente sanguínea dela, uma parte da gordura que estava sendo retirada. A mulher teve embolia pulmonar, ou seja, as artérias do pulmão se desprenderam das veias, com trombose venosa.  Com isso, os pulmões perderam grandes áreas de oxigenação do sangue, prejudicando assim, o funcionamento de vários órgãos.

As duas amigas que acompanhavam Geysa e que também fizeram a mesma cirurgia, passaram mal em sequência, mas não ficaram com seqüelas. Com o óbito, os familiares aqui no Brasil, se viram desesperados para trazer o corpo, pois no país vizinho os parentes possuem poucos dias para fazer o translado. Caso contrário, o corpo é encaminhado para estudos em faculdades de medicina.

Geysa, que se formou este ano em pedagogia pela universidade à distância EADCON, já estava trabalhando como professora. A jovem realizou o concurso da Prefeitura de São Francisco do Guaporé no inicio do ano passado. Ao ser aprovada, ela entrou com recurso na justiça pedindo para que a posse lhe fosse dada somente após a formatura.

O corpo de Geysa chegou ao Brasil na segunda-feira, 07 de novembro, e foi enterrado no dia 10 em Nova Brasilândia d’ Oeste, cidade onde reside a mãe da educadora. Segundo uma colega de trabalho da pedagoga, a família está desolada e indignada com a situação.

O prefeito de São Francisco do Guaporé, Jairo Borges Faria, divulgou nota lamentando a morte da servidora pública. O mandatário disse que Geysa será sempre lembrada por sua popularidade e profissionalismo.

No mês de Setembro, conforme a FOLHA DO SUL ONLINE publicou, um caso parecido aconteceu com uma Vilhenense. Eunice Tavares, 56, morreu após realizar uma cirurgia do gênero e na mesma cidade. O médico, após a operação, disse que o procedimento havia sido um sucesso. Pouco tempo depois, o cérebro de Eunice parou de oxigenar e ela faleceu.