“Saúde só se faz com responsabilidade, por isso, tudo o que nós prometermos, vamos cumprir”. “Esse é um governo participativo, não é um governo ditador, que apenas determina o que os outros tem que fazer”. “O caos na saúde é muito maior do que se imagina, deixaram R$ 50 milhões em dívidas e apenas R$ 2 milhões em caixa”.
Com estas e outras bravatas, permeadas com acusações ainda mais graves contra o governo anterior, o secretário-adjunto de Estado da Saúde, José Batista (e não o titular, Dr. Alexandre Muller, como anunciou erroneamente a Secretaria Municipal de Comunicação da prefeitura no “release” enviado ontem à imprensa), anunciou na manhã de hoje, em entrevista coletiva, a futura quitação do R$ 1,6 milhão devido à UTI de Vilhena pelo Governo do Estado.
Segundo Batista, o repasse mensal para a UTI irá passar de R$ 160 mil para R$ 300 mil. “O governo passado pagava R$ 1.150,00 por dia em um leito de UTI na rede privada mas, para a prefeitura de Vilhena, só repassava R$ 500,00 por dia. Nada foi feito de real investimento. Como ex-secretário municipal de Saúde de Ji-Paraná, falo de cadeira: durante todo o ano passado o único investimento feito na cidade foi da ordem de R$ 137 mil”.
O orçamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) era de mais de R$ 340 milhões no ano passado e, em 2011, será de R$ 565,6 milhões.
DINHEIRO PARA CIRURGIAS - O prefeito Zé Rover (PP) também anunciou que foi firmado convênio com a Sesau no valor de R$ 80 mil por mês, exclusivo para custear as cirurgias ortopédicas e traumatológicas, causadas em sua maioria por acidentes de trânsito, que vivem congestionando a emergência e o pronto-socorro do Hospital Regional de Vilhena (HRV).
Com este e outros convênios, Rover diz já ter equacionado 50% do déficit da prefeitura nas contas da Saúde em 2011. “Passamos muito tempo apagando incêndios, agora vamos efetivamente melhorar as condições de atendimento”.
Ele lembrou que, no caso da UTI, de oito deputados estaduais que se comprometeram a enviar R$ 50 mil por mês, nenhum o fez, inclusive os do Cone Sul – Luizinho Goebel, Ezequiel Neiva e Marcos Donadon.
Sobre a situação do Hospital Regional de Cacoal (HRC), única esperança de desafogar o HRV, Batista foi ainda mais duro: “Aquilo foi de uma irresponsabilidade total. Inauguraram às vésperas das eleições apenas para ganhar votos. Ontem, existiam 809 funcionários para atender a apenas 23 pacientes internados. De 300 técnicos em enfermagem, havia 93 previstos para a escala do dia, são quase quatro para cada interno. É um total desrespeito”.
Rover finalizou a entrevista dizendo que vai tratar com o secretário municipal de Saúde, Vivaldo Carneiro, sobre a reforma do teto do segundo Centro Cirúrgico do HRV, que está pronto há mais de um ano mas não tem previsão de inauguração