Um dos investigados já renunciou e não ira à sessão
A Câmara Municipal de Vilhena, em sessão marcada para esta quinta-feira, 1º de junho, decidirá o destino dos vereadores Wanderlei Graebin (PSC), Carmozino Alves (PSDC) e Junior Donadon (PSD), após leitura do relatório formulado pela Comissão Parlamentar de Inquérito, instaurada há cerca de 120 dias para investigar os três. O parecer emitido ontem, segunda-feira, 30, recomenda a condenação dos acusados, que já estão afastados do exercício da função pela Justiça.
O capítulo final, que ocorre com o julgamento, pode cassar os mandatos do três parlamentares, acusados de quebra de decoro parlamentar e por terem recebido vantagens em razão do cargo, descumprindo regimento interno da Casa e o decreto 201/67, que dispõem sobre as possibilidades da cassação de quem ocupa cargo eletivo.
Apesar de o processo-crime ainda estar tramitando na Vara criminal de Vilhena e não haver condenação, a Comissão Processante entendeu que os motivos que deram causa às prisões dos parlamentares são o suficiente para impedir que eles permaneçam nos cargos.
A votação começa às 13 horas e será presidida pelo vereador Adilson Oliveira (PSDB). A cassação só ocorrerá com o voto de pelo menos 9 dos 10 edis da Casa, excluindo os que estão sendo julgados. A Comissão Processante não prevê a possibilidade de falta de quórum.
Cada acusado tem duas horas para fazer sustentação oral através de seus assistentes jurídicos. Os dez vereadores votantes terão 15 minutos para manifestarem e apresentarem justificativas. É possível que o vereador Wanderlei Graebin (PSC) seja o único a atuar em defesa própria. Carmozino será representado pelo advogado José Francisco Cândido. Junior Donadon, por ter renunciado ao mandato, não deve comparecer à sessão.
De acordo com presidente da CPI, Carlos Suchi (PTN), a votação deve ocorrer por volta das 20 horas, quando haverá a possibilidade de o público participar da fase mais importante da sessão extraordinária, que é a publicação do veredito.
RELEMBRE: os três parlamentares são acusados de participarem de um esquema de corrupção envolvendo a aprovação de loteamentos em troca de vantagens. Eles foram presos em uma operação realizada pela Polícia Federal em outubro e novembro do ano passado.