Candidatura do ex-prefeito Melki Donadon é outro ponto de interrogação
 
Faltando sete meses para que os vilhenenses escolham um novo prefeito ou mantenham o atual no cargo, há mais perguntas do que respostas sobre o pleito municipal de outubro este ano. E, justamente pela falta de definições, as especulações explodem nos bastidores da política local.
 
O questionamento mais frequente envolve um personagem que há mais de 20 anos dita o ritmo das eleições na maior cidade do Cone Sul de Rondônia: o ex-prefeito Melki Donadon estará apto para voltar às urnas este ano? Aliados garantem que sim, e até divulgam; adversários duvidam. E, se vier a ser barrado pela justiça, que nome Melki lançará para o cargo que ele e a esposa, Rosani, já ocuparam?
 
Em relação à candidatura majoritária do vereador Ronildo Macedo, que foi prefeito interino e trocou o Podemos pelo MDB, esta é dada como certa, embora filiados ao próprio partido argumentem que “existem outros nomes em discussão”.
 
O prefeito, Delegado Flori, do Podemos, que ainda não anunciou oficialmente, dá sinais de que disputará a reeleição, mas o maior mistério envolvendo sua candidatura é a vaga de vice, ocupada atualmente pelo engenheiro florestal Aparecido Donadoni.
 
Entre os nomes cogitados para a “dobradinha” com Flori estão os dos empresários Luizinho do Rei do Pano e Gilson de Souza Vieira, ambos donos de lojas conhecidas em Vilhena. As especulações são de que os dois comerciantes poderiam ser indicados para vice pelo senador Jaime Bagattoli (PL).
 
A ex-vereadora Sandra Melo, esposa de Bagattoli, também vem tendo seu nome mencionado nos bastidores como possível companheira de chapa de Flori, mas o casal até agora não se manifestou em relação a esta eventual composição.
 
Outro nome cogitado é o do vereador Dhonatan Pagani, mais votado em 2020, quando se elegeu pelo PSDB. Atualmente no Podemos, ele estaria se transferindo para o PL, fato que o próprio também não confirma oficialmente.
 
O interesse de tantas lideranças em compor com Flori se deve ao fato de que ele exerceria menos da metade do segundo mandato que vier a conquistar, já que teria como objetivo concorrer a deputado federal em 2026, deixando o poder municipal nas mãos do vice.