Uma reportagem publicada há seis meses pelo jornal FOLHA DO SUL e usada como prova da falta de transparência da Câmara de Vereadores, levou o Tribunal de Contas a fazer uma devassa na gestão de Carmozino Taxista (PSDC) na presidência do Legislativo. Sob o título “Caixa preta continua fechada”, a matéria denunciava a insistência do edil em não dar publicidade aos gastos da Casa. O autor da denúncia foi o sindicalista José Cardoso que, junto com um ofício pedindo investigações na Câmara, apresentou um recorte do jornal com a notícia.

Ao receber a denúncia e investigar o caso, o TC encontrou uma série de indícios de irregularidades, inclusive na concessão de diárias e na aquisição de bens e serviços. Nenhum valor referente a tais gastos foi veiculado na imprensa oficial, como manda a lei. Segundo o órgão fiscalizador, nem mesmo o mural da própria Câmara foi usado para dar ciência ao público sobre como estavam sendo investidos os recursos do Legislativo.

Informações extra-oficiais dão conta que Carmozino já apresentou sua defesa, mas o site não teve acesso ao documento. Fica, no entanto, aberto o espaço para que o parlamentar possa se pronunciar sobre a investigação, caso ele assim deseje.