Pela segunda vez em menos de 60 dias, o Centro de Saúde Leonardo Alves de Souza, na rua 819 do Setor 8 de Vilhena foi invadido. Desta vez os invasores quebraram o vidro da porta da frente da unidade de saúde. Os desconhecidos furtaram uma televisão de Led de 32 polegadas e tentaram levar o computador do local. Não se sabe o motivo pelo qual eles abandonaram a CPU, o monitor e o teclado do computador ao lado do muro nos fundos da unidade de saúde.

Funcionários e médicos que trabalham no Centro de Saúde afirmam não terem segurança para trabalhar. “Não é somente a questão das invasões. Além dos ataques, funcionários têm sido ameaçados verbalmente. Somente nesta semana dois servidores receberam ameaças”, disse a Coordenadora da unidade, Elizabeth Godin.

Para o médico Brazílio Filho, pediatra daquele centro de saúde, a situação é lastimável e não há condições de trabalho. “Esperamos que as autoridades possam nos resguardar dessas situações extremas. Precisamos de respaldo para podermos exercemos nossas funções adequadamente”, afirmou o médico.

Na primeira invasão, no início de dezembro, quando o invasor entrou por uma janela depois de quebrar o vidro, nada foi roubado. Mas, diversos documentos foram destruídos e alguns aparelhos inutilizados (FOTOS SECUNDÁRIAS). A maca foi cortada a canivete, o computador foi destruído, dentre outras coisas. Além disso, o invasor descarregou todos os extintores no interior da unidade. Desta vez, aparentemente, quem entrou tinha somente a intenção de roubar.

Os estragos feitos na primeira invasão ainda não haviam sido sanados até o segundo ataque. A janela que teve o vidro quebrado, continua sem proteção. A internet somente foi religada ontem. E o agendamento eletrônico de consultas seria retomado hoje. “Ficamos um mês sem fazer agendamento, hoje voltaríamos a agendar”, disse a coordenadora.

Na época da primeira invasão não havia nenhum vigilante na unidade de saúde. Depois do episódio foi designado um vigilante para o local, mas ele trabalha uma noite sim e outra não. Ontem ele não trabalhou. “Precisamos de segurança, não somente à noite, mas também durante o dia, pois algumas pessoas não entendem que nós fazemos o que podemos dentro das possibilidades que nos são disponibilizadas”, disse o pediatra, e concluiu afirmando: “Eu, como profissional de saúde, tenho 30 anos, e nunca vi uma situação deste tipo”, declarou.