Na manhã desta sexta-feira, 12, um leitor ligou para o FOLHA DO SUL ON LINE denunciando que o médico que deveria assumir o plantão no Pronto Socorro do Hospital Regional de Vilhena, não havia aparecido para trabalhar. Os pacientes só estavam sendo atendidos porque um outro médico, que preferiu não ter seu nome revelado, continuou atuando em jornada estendida forçadamente. O profissional disse que só continuaria no PS até as 13:00h. No momento em que a reportagem deixava a unidade de saúde, por volta do meio-dia, funcionários do HR anunciavam que o plantonista havia acabado de chegar.
O site tentou obter, junto à servidora identificada como “Sandra”, responsável pela escala dos plantões, o nome do médico que havia faltado ao serviço. Ela esclareceu que só poderia dar a informação com ordem do diretor da unidade, Adilson Rodrigues. A reportagem, então, procurou o chefe geral do HR, que foi curto e grosso (mais grosso do que curto): só entregaria a escala dos plantões se o pedido fosse feito por escrito.
Detalhe do enrosco: os nomes dos médicos plantonistas são mantidos num moral na recepção. Todos os setores divulgam a relação com o nome do médico, a especialidade e o dia em que ele estará atendendo. Apenas a relação do PS desapareceu do local. Um funcionária disse que o impresso com estas informações estava afixado ali, mas não soube dizer como desapareceu.
O FOLHA DO SUL ON LINE deixa aberto o espaço para que qualquer autoridade de saúde de Vilhena esclareça o episódio.