Direção de hospital reagiu a acusações de obstetra


A direção do Hospital Regional de Vilhena resolveu se manifestar sobre a atitude do médico Renato Grun Bueno que, no último sábado, registrou queixa na polícia acusando a direção da instituição de submetê-lo a uma jornada de 72 horas de trabalho sem descanso.
Ao comentar a denúncia do obstetra, o HR explicou: o médico não é servidor da unidade e sim prestador de serviços. Ele montou a empresa RG Bueno, que presta serviços, mediante um valor mensal não divulgado, no setor de obstetrícia.
Conforme as autoridades de saúde, a contratação da empresa, cujo titular é o próprio Bueno, é amparada pelo MP. Ao assinar o contrato para oferecer o serviço, ele se responsabilizou por atender è demanda no setor nos dias em que estiver de plantão.
O HR também explicou que o próprio Renato, junto com outros colegas, é quem elabora a escalão de plantões em cada especialidade. Nenhum outro funcionário define os horários dos médicos, senão eles mesmos.
Conforme o hospital, o médico deveria ter se responsabilizado por encontrar outro profissional para substituí-lo, já que, como empresário, tem toda a autonomia para viabilizar o cumprimento das obrigações assumidas por sua firma. “Ele não precisava ter acionado a polícia. Era sua responsabilidade encontrar um outro colega para ficar em seu lugar”, disse uma fonte do HR, ouvida pelo FOLHA DO SUL ON LINE.