Tinha razão o senador Valdir Raupp: no início deste ano, portanto, ainda muito longe das convenções partidárias que definiriam os candidatos a prefeito de Vilhena, ele previa que o ex-prefeito Melki Donadon (PTB) não se aliaria a ninguém. Naquela ocasião, o parlamentar já garantia que o petebista não conseguiria registrar sua candidatura em virtude de problemas jurídicos.
Em conversas reservadas com aliados, no saguão do aeroporto da cidade, ouvidas por acaso pela reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE, o cacique peemedebista explicava as razões de sua convicção: “O Melki tem uma espécie de ‘bloqueio psicológico’ que o impede de confiar em gente que não seja da família”.   O senador acrescentou que apenas dois grupos políticos em Rondônia sofrem desta “síndrome”: os Donadon e os “Muleta”, da cidade de Jaru.
Ao sacramentar a candidatura de seu cunhado, César Stefanes (PTB), lançado oficialmente ontem, o ex-prefeito confirma a avaliação de Raupp, de quem já foi aliado e adversário. Atualmente, ninguém sabe dizer ao certo em que nível estão as relações entre os dois.
Com a entrada de César na briga e a oficialização do nome do deputado Luizinho Goebel (PV), também decidida ontem, a disputa fica restrita a três nomes: além deles, está no páreo o prefeito Zé Rover (PP), em tese o favorito, já que reúne uma dúzia de partidos em torno de si.