Na noite de ontem (terça-feira, 26), o ex-prefeito Melki Donadon (PTB) concedeu entrevista por telefone ao FOLHA DO SUL ON LINE. A reportagem quis saber se era verídica a informação que circulava entre políticos e profissionais de imprensa que participava de um jantar oferecido pela Aviagro, entidade organizadora da Expovil, de que ele havia se encontrado, no dia anterior, com o prefeito Zé Rover (PP).
Após desmentir o encontro, Donadon discorreu sobre sua situação política e admitiu que deve mesmo ficar fora do pleito deste ano. Mas disse que a tendência entre os cinco partidos que compõem o seu grupo (PTB, PMDB, PSDC, PRTB e PSL) é o lançamento de um nome do próprio bloco. O petebista, aliás, disse que tem conversado com outras legendas e que o comboio pode ganhar a adesão de outras siglas até as convenções.
A respeito do assédio do deputado Luizinho Goebel (PV), que estaria tentando firmar uma aliança consigo, Melki reconheceu que manteve conversas com o parlamentar, mas voltou a dizer que acha mais provável a candidatura de um nome ligado à sua facção política do que um pacto eleitoral com o interlocutor. Fez questão de desfiar algumas das opções de que dispõem: “Temos a Raquel, o Jandir, o César Stefanes...”, enumerou, acrescentando que há ainda outros postulantes igualmente em condições de disputar a Prefeitura.
A declaração de Melki reforça a suspeita, entre seus adversários, de que ele está mesmo disposto a escalar a irmã, a ex-secretária municipal de Educação, para disputar o cargo que já lhe pertenceu por duas vezes seguidas. O único empecilho à participação da educadora na batalha eleitoral seria, segundo apurou o site, a resistência do marido dela, o servidor público José Viana, que não aceita sua candidatura. Nada que uma família boa de lábia como os Donadon não consigam superar...
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 27 de Junho de 2012, às 09:34