Mesmo sem ter certeza de que poderá disputar a Prefeitura de Vilhena este ano, já que possui condenação criminal capaz de impedir o registro de sua candidatura, o ex-prefeito Melki Donadon (PTB) está em plena campanha. Mais discreto, o petebista tem concentrado suas peregrinações nos bairros da periferia, onde tradicionalmente atinge maiores votações.
Ontem à tarde, um empresário do setor imobiliário ficou espantado ao ver Donadon ser literalmente carregado nos ombros populares no final do bairro Cristo Rei. De acordo com a testemunha da cena, aos gritos, os manifestantes pediam a volta de Donadon ao poder. “Uma coisa de doido mesmo”, revelou a fonte, pedindo para não ser identificada.
Pesquisas de opinião mostram que, de fato, o ex-prefeito atinge índices de intenção de voto recordes nas áreas mais carentes da cidade. E é justamente de olho nesse espólio, caso a Lei da Ficha Limpa barre Melki, que estão o atual prefeito, Zé Rover (PP) e o deputado Luzinho Goebel (PV).
Tanto um quanto o outro desfiam argumentos para convencer os interlocutores que têm mais chances de fechar um pacto com o petebista. Rover alega que, além de dar cargos a boa parte dos “melkistas”, ainda pode tem como trunfo o fato de não disputar a eleição de 2016, quando o ex-prefeito estará, em tese, apto a se candidatar.
A turma de Goebel repete ladainha parecida: diz que o fato de ter sido derrotado por Rover impede uma aproximação entre os dois adversários. Além do mais, dizem já ter obtido do ex-prefeito o compromisso de apoio, costurado pelo deputado Nilton Capixaba, caso sua candidatura não seja registrada.