O ministro Dias Toffoli, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), negou o pedido de um candidato de Rondônia para usar "Bolsonaro" em seu nome de urna na disputa ao Senado.


O QUE ACONTECEU

Decisão mantém, por enquanto, o veto do TRE-RO (Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia) ao nome Bruno Bolsonaro Scheid (PL-RO). O tribunal regional deferiu o registro da candidatura do político do PL ao Senado, mas determinou que ele concorra como "Bruno Scheid” (ENTENDA AQUI).


Toffoli afirmou que a defesa não apresentou elementos suficientes para suspender a decisão regional em análise preliminar. O ministro destacou que o TRE-RO concluiu, com base nas provas do processo, que Scheid não demonstrou ser conhecido pelo eleitorado como "Bruno Bolsonaro Scheid”.


Procuradoria Regional Eleitoral contestou o uso de "Bolsonaro", termo que não integra o nome civil do candidato. Para o TRE-RO, a inclusão poderia sugerir vínculo familiar com o ex-presidente Jair Bolsonaro e criar uma "transferência artificial de notoriedade" para a candidatura.


A defesa pediu que o nome fosse restabelecido nos sistemas da Justiça Eleitoral, na urna e em materiais de campanha. Os advogados sustentaram que Scheid nunca disse ser parente de Jair Bolsonaro e que uma possível associação do eleitor não seria suficiente para causar dúvida sobre sua identidade.


O caso chega ao TSE a menos de duas semanas do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A decisão de Toffoli não impede Bruno Scheid de disputar a vaga ao Senado por Rondônia.