Garota de 16 anos tem remédio para tomar só até amanhã

Por telefone, na manhã desta quinta-feira, 29, uma moradora da cidade de Cerejeiras acionou o FOLHA DO SUL ON LINE na esperança de tentar evitar a morte da filha, uma adolescente especial de 16 anos, por causa da falta de um medicamento. Sofrendo do que os médicos classificam como “epilepsia generalizada”, a menina tem remédios para tomar apenas até amanhã.

Desesperada, a dona-de-casa Josélia de Souza Oliveira, 37 anos, disse que a filha enfrenta o problema de saúde desde que nasceu. Ela informou ter conseguido, na justiça, que a prefeitura de Cerejeiras compre os cinco medicamentos controlados usados diariamente pela menina, mas nem sempre o fornecimento é feito.

Ocorre que o mais importante dos remédios, que custa R$ 258,00 a caixa, que dá apenas para uma semana, não está disponível na cidade. E, mesmo que o produto fosse encontrado, a família da paciente não tem como arcar com a despesa. “Já deixei de pagar o mercado só para a minha filha não ficar sem o remédio. Nos últimos meses, temos passado por isso, mas agora não consigo mais pagar”.

Segundo a denunciante, que não pode ter emprego porque tem que cuidar da filha, o marido trabalha como diarista em fazendas da região. Josélia conta que seu desespero é tamanho, que ela foi pessoalmente à prefeitura, mas a resposta é que o produto indispensável para manter a filha viva foi adquirido, porém ainda vai demorar a chegar.

Temendo que a filha morra se não tomar o remédio, uma possibilidade apontada no laudo neurológico da adolescente, a mulher disse ter ouvido promessa de que a farmácia que fornece para a prefeitura vai tentar agilizar a entrega até semana que vem. “Mas, nesse tempo, minha filha pode morrer”, finalizou, dizendo ter procurado também a Defensoria, o MP e até o Conselho da Criança e do Adolescente de Cerejeiras, mas sem sucesso até agora.

O site abre espaço para que a prefeitura de Cerejeiras se manifeste em relação ao caso.