Onze macacos encontrados mortos em uma área de mata em Cuiabá levaram autoridades de saúde do município a lançarem um alerta para a possibilidade de casos de febre amarela urbana --que não é registrada no país desde 1942.


Segundo nota emitida pela Secretaria Municipal da Saúde, os animais mortos foram encontrados entre os dias 21 e 28 de outubro no bairro Jardim Aquarius, na região sul da cidade. Amostras foram coletadas e encaminhadas ao Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), para diagnóstico.


"O Ministério da Saúde considera que a partir de uma única morte de macacos, deve-se alertar para a possível ocorrência de casos de febre amarela humana", descreve a nota, em um trecho.


A secretaria anunciou uma série de medidas de "controle imediato", que incluem a pesquisa do mosquito vetor "em todos os imóveis, residenciais ou não, na área onde houve a morte de macacos". "Por se tratar de doença grave, cujas medidas de controle são urgentes, o mais importante é a vacinação das pessoas sem comprovação vacinal nos últimos dez anos", informa a nota.


A febre amarela é uma doença viral, infecciosa, febril e aguda, com duração de no máximo de 12 dias e gravidade variável: de uma infecção leve, até formas graves e fatais. "A doença pode ser transmitida de homem a homem pelo mosquito do gênero Aedes (o mesmo da dengue)".

 

PROXIMIDADE – Embora ainda não seja possível detectar os níveis de transmissão da doença que vitimou os animais no Estado vizinho, as autoridade de saúde de Rondônia (e de Vilhena em especial) devem ficar alertas. A cidade é a primeira e fica exatamente na divisa entre os dois Estados.