Dois candidatos acertaram 29 das 30 questões do certame
Três pessoas apresentaram no Ministério Público de Vilhena, nesta semana, uma denúncia inusitada: acusaram um pastor evangélico de “colar” na prova realizada no último dia 10, para escolher um suplente de conselheiro tutelar na cidade.
Segundo as denunciantes, o religioso chegou ao local do exame seletivo, tirou um papel do bolso e ficou o tempo inteiro utilizando o material, enquanto respondia às questões. Ele acabou antes de todo mundo a sua prova, mas esperou para levar consigo o caderno com as respostas.
Com a divulgação do resultado, mesmo supostamente utilizando a “cola”, o candidato a conselheiro tutelar acertou 29 das 30 questões, mas acabou empatado com outra participante do teste.
As denunciantes também suspeitam que o homem não cumpriu um item do edital, segundo o qual o candidato deve votar e morar em Vilhena. O religioso seria eleitor de uma cidade do Mato Grosso.
Diante dos indícios de fraude, os candidatos que tiveram desempenho que iam de 10 a 20 pontos, procuraram o MP e relataram o episódio. Embora a mulher que terminou empatada na primeira colocação com o pastor não tenha sido flagrada com nenhum papel, os autores da denúncia dizem que ela é ligada aos organizadores do certame.
Também argumentam que a primeira colocada responde a processo na justiça, o que contraria o edital do certame.
A prova para a escolha da suplente foi aplicada porque uma conselheira titular se afastou do cargo e sua substituta assumiu a função, abrindo a vaga. A suplente cobre as vagas dos conselheiros que tiram férias ou apresentam atestado médico. O salário da categoria é de R$ 2.500,00.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 21 de Junho de 2018, às 10:40