A crise financeira que assola os municípios do Cone Sul está tendo reflexos diretos no maior hospital da região. Congestionado por pacientes vindos de várias cidades, o Hospital Regional de Vilhena está com sua capacidade esgotada.
Preferindo investir em ambulâncias do que na contratação de saúde, as viaturas de municípios como Chupinguaia, por exemplo, fazem até seis viagens por dia transportando pacientes para o HR. “Há dias em que mais de 60% das internações aqui são de outras cidades. Se um vilhenense precisar de uma vaga, não tem”, admite o diretor geral da unidade, Adilson Vieira Rodrigues.
Mas o campeão no envio de pacientes tem sido Colorado do Oeste. Com sua unidade mista em reformas, a cidade vizinha manda para o HR até os casos mais simples. Ontem, por exemplo, um rapaz com febre, que poderia ser medicado lá, chegou a bordo de uma ambulância e teve que ser atendido.
Os gastos do Regional com os doentes “importados” não param de crescer. Além da internação, a alimentação do próprio paciente de seus acompanhantes é bancada com recursos locais. Corumbiara, Pimenteiras e Cabixi também contribuem para agravar o problema.
A única cidade que só manda para Vilhena os casos que são referências aqui é Cerejeiras. Lá, a unidade mista funciona a contento e não contribui para sobrecarregar o sistema local, que já começa a dar sinais de que não suportará por muito tempo essa situação.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 29 de Outubro de 2012, às 11:47