Segundo Odair Flauzino, é a primeira vez que o evento acontece na cidade


O advogado e coordenador de eventos do Hospital do Câncer de Barretos no Cone Sul de Rondônia, Odair Flauzino de Moraes, a convite dos vereadores vilhenenses, que especificamente na sessão de hoje foram liberados dos formais ternos e usaram camisetas da campanha de prevenção do câncer infantojuvenil, usou o microfone da Casa de Leis para falar sobre a “Caminhada Passos Que Salvam” e revelou alguns números  do HCB, dos leilões em prol da entidade, da construção do Centro de Pesquisa e prevenção que será erguido em Ji-Paraná, e do Hospital da Amazônia na capital. 
Sobre a Caminhada Passos Que Salvam, Flausino disse que a intenção do evento é mobilizar, alertar e conscientizar sobre o câncer infantojuvenil.  O coordenador revelou que a Fundação Pio XII, que mantém o HC, realizou pesquisa que evidenciou que no Brasil a cura da doença entre crianças e adolescentes era de apenas 55%, enquanto nos EUA este índice era de 95%. Então uma equipe foi enviada aos EUA e lá foi evidenciado que os resultados eram alcançados principalmente por dois fatores: distinção de tratamento e prevenção. 
Então foi construído o Hospital do Câncer Infantojuvenil, que separou as crianças e adolescente dos adultos. E a Caminhada Passos que Salvam faz as vezes do braço de conscientização a prevenção.   
Segundo Odair, o HC de Barretos tem hoje 320 médicos com dedicação exclusiva, 60 residentes, e mais de 3 mil funcionários. Serve cerca de 7 mil refeições diárias. E por isso, mesmo com os repasses do SUS, o HC registra mensalmente um déficit de R$ 20 milhões, que é amenizado pelas doações que a instituição recebe.  
Cidadão honorário de Vilhena, Flauzino fez questão de explicar porque a carreta do HC ficou tanto tempo sem vir a Vilhena. “A carreta vinha de Barretos e por isso ficava pouco tempo na cidade, e fazia os exames de Câncer de pele, próstata e útero; aí foi colocado um mamógrafo e precisávamos de um radiologista, mas radiologistas só podem trabalhar seis horas semanais, até o carreta chegar aqui, já ultrapassava este tempo”, disse.
A solução foi contratar e trinar pessoal e Rondônia que conta agora, segundo Flauzino, com duas carretas para atender apenas o Estado. “No final de janeiro, início de fevereiro a carreta deve vir para Vilhena e aqui ficará enquanto houver exames a serem feitos”, garantiu. 
Por fim, o advogado disse que o Centro de Pesquisa e Prevenção do Câncer, em construção na cidade de Ji-Paraná, deve ser concluído em 2016. E também de suma importância, o Hospital da Amazônia, que será construído numa área de 75 mil m², em Porto Velho, terá inicialmente 120 leitos.   
Odair convidou os presentes, e a população em geral, para participar da caminhada, que será no dia 22 de novembro, com saída em frente a Delegacia de Polícia Civil, na avenida Major Amarante, e término na praça Nossa Senhora Aparecida, no centro de Vilhena.