Está a um passo de virar “briga de rua” a disputa entre o prefeito Zé Rover (PP) e o deputado Luizinho Goebel (PV), que eram aliados até o ano passado. Os dois devem se enfrentar nas urnas este ano e já começam a mostrar algumas das armas que pretendem usar na campanha, que começa oficialmente daqui a um mês e promete ser do nível mais rasteiro da história da cidade.
Aliados de Goebel acusam Rover de ter financiado out-doors espalhados pela cidade com ataques ao deputado. Nas peças publicitárias, mantidas em pontos estratégicos, a foto de Luizinho é veiculada junto com um texto que o aponta como um dos que tentaram proteger o deputado cassado Valter Araújo (PTB), acusado de desviar recursos da saúde no Estado através de empresas terceirizadas.
Ontem mesmo, ao discursar na tribuna da ALE, o deputado cutucou o oponente, lembrando dos dois concursos da Prefeitura, anulados pelo MP por suspeitas de fraude. A pancadaria prosseguiu hoje, quando o jornal Folha de Rondônia trouxe manchete de capa, acusando a primeira-dama, Lizangela Rover, de usar o programa “Minha Casa, Minha Vida”, para beneficiar aliados.
VEJA ABAIXO A ÍNTEGRA DA MATÉRIA PUBLICADA PELO JORNAL DIÁRIO, QUE TEM SEDE NA CIDADE DE JI-PARANÁ, E QUE É UM DOS MAIS LIDOS EM VILHENA:

A primeira-dama do município de Vilhena poderá sofrer ação de responsabilidade. O Ministério Público (MP) estadual deverá questionar a ex-gestora do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, Lizângela Rover, por supostos favorecimentos a agentes políticos amigos e não às famílias que realmente precisam do imóvel. A denúncia foi feita na Câmara de vereadores.
A meta do Minha Casa Minha Gente é garantir a pessoas de baixa renda a possibilidade de ter residência própria.  O financiamento é de 30 anos para as famílias quitarem os imóveis.
Para pode ter direito a integrar o programa, a renda bruta da família não pode ultrapassar R$ 1.395,00. O valor da parcela não pode ultrapassar a 10% da renda bruta da família e não pode ser menor que R$ 50.
No início do último mês de maio o vereador José Cechinel (PSC) acusou a ex-secretária Municipal de Assistência Social (Semas), de entregar casa do programa a pessoas amigas e não comprovadamente carentes. Cechinel citou até nomes de pessoas favorecidas.
O vereador Elias Músico (PSC) também denunciou irregularidades no Minha Casa Minha Vida. Afirmou que recebeu denúncias, a exemplo de Cechinel, de favorecimento na entrega das casas.
A expectativa é que o MP abre processo administrativo contra a primeira dama, que foi a gestora do programa aplicado em parceria com o governo federal. Um site local denunciou que um representante da área de comunicação, que tem casa própria, recebeu casa da Semas.
Inscreveram-se mais de duas mil pessoas, com a exigência da apresentação do título de eleitor. Foram entregues somente 200 casas e boa parte delas, a pessoas não qualificadas para o programa, como agentes políticos, assessores e pessoas ligadas à administração municipal.
Viúvas, idosos, pessoas carentes e aposentados, que seriam alvo do Minha Casa Minha Vida ficaram de fora. A esperança das famílias é que o MP questione a prefeitura para que seja feita justiça com as famílias verdadeiramente carentes.