“Ontem, ouvi na TV, alguém dizer, que a situação do Pronto Socorro, não foi resolvido por “falta de vontade política”. Não é verdade. Estou com tanta vontade política para melhorar esta situação dramática, que me consumo em conjecturas diárias.

Se for por desejo e vontade, a que tenho e acredito, logo, logo, as coisas irão gradualmente melhorando. Basta ver e esperar. Eu fico assim, meio abismado, olhando e olhando tudo isto, achando bom e ruim, mas, ruim do que bom – será que foi sempre assim, nos ultimos 9 anos passados?

Eu declaro, alta voz e bom som, tenho vontade política. Não digo que implantarei em Rondônia a saúde dos sonhos, mas, que irá melhorar, claro que vai.

AS NEGOCIAÇÔES


Ser executivo, prefeito ou governador, é um belo exercício animal. Racional ou não. É um teste diário para o organismo, para o estimulo excitante de cada momento, o sentimento de ataque e defesa. Lá por dentro do corpo, as adrenalinas vão aos píncaros. Quando chega ao final do dia, faz-se o balanço, melhor de tudo é que se tem que agradecer pela vida. Ainda bem. Dizer obrigado ao velho coração, que continua firme, batendo o tum-tá no seu ritmo heróico.

Todo mundo que vive nestes cargos, é assim mesmo e passa pelo mesmo roteiro. Não tem para onde correr. É encarar de frente e conversar muito. A dura arte de negociar. E no meu caso – ouvir.

De agora em diante virão as negociações salariais. Justas e necessárias e o Brasil todo está na mesma situação. A regra indispensável a cada ano, é um novo momento, o que passou, passou. O que se concedeu foi concedido. Já se incorporou à vida de cada um. Cada ano é um ano novo. E cabe ao governador ou prefeito, sempre fazer o papel de advogado do diabo, não que seja contra ninguém, duro na queda ou metido a besta – não. Mas, o de zelar pelo equilibrio do Estado e coordenar a máquina pública para que possa servir a todos, inclusive, não perder nunca a capacidade de investimento. A de tapar os buracos das estradas, as pontes que caem, o auxilio aos municipios.

Vamos lá meus amigos, vamos sentar à mesa e conversar bastante, para exercitarmos juntos a grande arte da conveniencia e da prudência. Que Deus nos ajude a todos.

VELHO CURIÓ DE GUERRA


Curió, apelido que pegou, ninguém sabe o nome dele. Sempre viveu pelas bandas do Madeira, aventurou-se nos garimpos de draga, bamburrou e quebrou logo a seguir. Morou no Araras e no Mutum, hoje em Jaci. Foi marreteiro, vendedor da farinha, bugingangas. Sempre agarrado com a política. Ama Jerônimo Santana. Não esquece Jorge Teixeira.

Hoje está assim, meio sem forças, sempre animado e no seu rancho, beira de estrada, sempre foi meu pouso por dezenas de vezes. É pra mim um grande amigo. Se tempo tivesse e quem sabe terei, escreveria um livro sobre suas histórias de vida, extravagâncias e aventuras. “Curió – o homem passarinho”.