Processos paralisados espantam fornecedores
Um voluntário que atua no Hospital Regional de Vilhena procurou o FOLHA DO SUL ON LINE para fazer uma denúncia grave: após a deflagração da Operação Stigma, da Polícia Federal, a fim de apurar desvio de verbas na Saúde, o município deixou de comprar produtos e contratar serviços, mesmo sem qualquer ordem judicial neste sentido.
Pedindo para ter a identidade preservada, o denunciante contou que as ambulâncias que transportam pacientes vivem quebradas, já que a firma que dava manutenção nos veículos, a Tem Tudo, também investigada pela PF, deixou de executar o serviço.
De acordo com um servidor do HR, que também deu a informação sob anonimato, as poucas ambulâncias rodando são mantidas pelo empresário Ademilson de Gouveia, dono da funerária São Matheus. Ele tem arcado com os reparos feitos em três viaturas usadas nas remoções de urgência.
O voluntário entrevistado conta que, diante dos processos paralisados, muitos fornecedores deixam de receber dívidas antigas e, como isso, não fazem novas entregas. Com isso, faltam materiais e medicamentos, agravando o caos no maior hospital da região.