O nascimento de um bebê hermafrodita, no Hospital Regional de Vilhena, na semana passada, está sendo tratado em total sigilo pelas autoridades de saúde do município. Uma pessoa que tomou conhecimento do caso, no entanto, garantiu ao FOLHA DO SUL ON LINE, que o fato realmente aconteceu.
Conforme as informações que chegaram ao site, o ultrassom do feto mostrava que o bebê seria do sexo feminino, mas após o parto constatou-se que a criança tinha os dois testículos. Nenhum profissional do HR se manifesta sobre o caso, até para evitar maiores constrangimentos para a família do recém-nascido.
A própria unidade de saúde tratou de adotar medidas para proteger o bebê e seus pais da curiosidade, já que a ocorrência se tornou pública e acabou disseminada na cidade por pessoas que de alguma forma ficaram sabendo do acontecimento.
O site tentou obter mais detalhes sobre os procedimentos para lidar com o episódio em si e quanto ao acompanhamento psicológico oferecido aos pais. Ninguém ligado à Saúde do município quis dar declarações, mas houve um servidor insinuando que a publicação do caso poderia sujeitar o site a processos na justiça.
Diante da ameaça velada, o veículo procurou orientação junto a um advogado, que deu o seguinte parecer: “Do ponto de vista da proteção da família, devem ser evitados abusos. Por outro lado, se divulgado da forma correta, o site estará apenas relatando algo que a natureza repete em várias oportunidades. Preservada a privacidade dos envolvidos, trata-se de noticia, que não pode ser privada aos seus leitores”.


O que é hermafroditismo?

O hermafroditismo é a presença em um indivíduo de genitais ambíguos – com estruturas masculinas e femininas completas ou não – desde o nascimento. Até os dois meses de gestação, homens e mulheres têm a genitália idêntica. O que os diferencia, a partir desse momento, é que a presença do cromossomo Y no embrião do sexo masculino (em especial um gene denominado SRY), produz proteínas que orientam para a formação dos genitais masculinos e para a ação da testosterona, o hormônio sexual masculino. No feto do sexo feminino, a ausência do gene SRY estimula a formação de genitais femininos.