Reunido ontem com produtores rurais da região, o deputado Neodi Oliveira (PSDC), candidato a vice-governador de Expedito Júnior (PSDB), usou a linguagem típica do campo para falar do desempenho do vilhenense Evandro Padovani no comando da Secretaria de Estado da Agricultura.
Presidente do PSDB na cidade, Padovani entregou o posto e saiu do partido para integrar a equipe do peemedebista Confúcio Moura, cuja reeleição vem apoiando.
Neodi evitou criticar o desempenho do ex-tucano, centrando acusações na falta de apoio do próprio Confúcio a ele. “Chamaram o Padovani para trabalhar e lhe deram ume enxada sem o cabo”, comparou, arrancando risos dos participantes da reunião em Vilhena.
Hoje pela manhã, por telefone, confirmou o que havia dito e reforçou: “Esse governo desmantelou completamente a Seagri e sucateou a Emater. Como é que alguém pode trabalhar nestas condições?”, voltou a questionar, novamente poupando Padovani.
O deputado disse que nenhum programa para a agricultura funciona atualmente. Mas sua maior crítica é dirigida à usina de calcário, que fica em Espigão do Oeste e poderia beneficiar milhares de agricultores no Estado. Hoje, segundo o parlamentar, a usina funciona “meia-boca”, após três anos fechada.
Neodi prometeu que, caso chegue ao Governo, junto com Expedito, a situação será outra: “O agronegócio é o coração da economia de Rondônia e vamos priorizá-lo. Empresários do setor e pequenos produtores da agricultura familiar podem ficar tranqüilos: vamos lhes dar a atenção que merecem”, prometeu.