Noeme Barros chegou em Vilhena em 1962 e era casada com militar da FAB
No dia em que Vilhena comemora 42 anos de emancipação política, o FOLHA DO SUL ON LINE resgata a história de uma das figuras mais conhecidas na história da cidade: a professora Nome Barros Pereira, que hoje dá nome a uma escola no bairro Bodanese.
A saga da educadora foi contada ao site pelo ex-bancário Daniel Horta Pereira, um dos seis filhos que a pioneira teve com o sargento da FAB, Aymoré Horta. Daniel conta que os pais desembarcaram na “Vila de Vilhena” no mesmo ano: 1962.
O “Sargento Aymoré”, que continua morando na cidade, veio para servir no destacamento da Força Aérea Brasileira, que mantinha um “Rádio Farol”, espécie de radar primitivo que orientava os vôos que cruzavam a região. Coube a ele implantar o primeiro acampamento militar na localidade que começava a surgir no entroncamento do cerrado com a Amazônia.
Filha de um garimpeiro que, desde o final da década de 1950 tentava “enricar” na região de Pimenta Bueno, “Dona Noeme” deixou a família paterna e veio de mala e cuia para Vilhena. Aqui, a paraense de Marabá, se uniu oficialmente ao mineiro de Sabará.
Mas, a história da professorinha corajosa não se limitou ao ensino. Por volta de 1970, ela assumiu as operações da Vasp, única companhia aérea que descia na cidade, antes mesmo que o distrito de Porto Velho tivesse uma pista de pouso pavimentada e cuidava da agência do FUNRURAL, onde contribuiu para que muitos trabalhadores rurais pudessem receber o benefício da aposentadoria rural.
Ficou na Vasp até seu falecimento, em 1997 e hoje é lembrada como uma das mulheres que mais contribuíram para que Vilhena se tornasse a mais importante cidade do Sul de Rondônia e Noroeste do Mato Grosso.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 23 de Novembro de 2019, às 12:28