Dez homens e cinco mulheres: este é o exército de candidatos e vereador do pequeno PMN, partido que, em meio à guerra entre o prefeito Zé Rover e o deputado Luizinho Goebel (PV), resolveu não fazer coligação proporcional. Embora oficialmente aliado ao parlamentar, a legenda abriga nomes que, em sua maioria, tem algum tipo de ligação com Rover, seja ideológica ou por ocupar, até antes da desincompatibilização cargos  comissionados na administração municipal.
A maioria dos que disputarão uma das dez cadeiras na Câmara de Vilhena vai às urnas pela primeira vez. Mas, se falta vivência eleitoral à turma, sobra disposição: todos acreditam que o grupo atingirá os cerca de 4.200 votos, limite para atingir o quociente e eleger ao menos um parlamentar.
Entre os que brigam contra a falta de estrutura e a inusitada circunstância de estar num palanque, mas querer estar do outro lado, destaca-se o jornalista Ribamar Araújo. Responsável por uma das condenações que deixaram o ex-prefeito Melki Donadon (PTB) fora da disputa deste ano, o comunicador era, até se licenciar para entrar na corrida, assessor de imprensa da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas).
Ironicamente, embora seja um novato como candidato, Ribamar já ajudou a eleger os últimos quatro prefeitos de Vilhena: o próprio Melki (duas vezes), seu primo, Marlon Donadon, e o atual ocupante do cargo, Zé Rover.
Já com o discurso ensaiado para o caso de ser confrontado com as antigas companhias, o jornalista argumenta: “Foi uma escola para mim, todo esse tempo. Aprendi muito e espero, caso seja eleito, não cometer os mesmos erros dos meus assessorados” Sobre sua atuação na Câmara, o estreante avisa: “Minha bandeira será a de atuar no setor social indicando projetos e propondo leis voltadas às ações sociais”.